A farmacêutica Cristália passou por uma troca tumultuada de gestão, com a volta do patriarca ao negócio. Ogari Pacheco, 86 anos, retomou o comando do grupo depois de se desentender com seu filho Ricardo Pacheco, que estava na presidência.

A relação entre pai e filho chegou ao limite após Ricardo, 53 anos, herdeiro do fundador, também se indispor com representantes da família Stevanatto, que detém os outros 50% da sociedade, segundo duas fontes ouvidas pelo Valor.

Ogari também não estava satisfeito com o desempenho do filho à frente da empresa. O patriarca se afastou dos negócios por cerca de quatro anos, após pegar covid-19 e passar um longo período hospitalizado, e voltou oficialmente há cerca de um mês.

Com o início da pandemia, a Cristália viu suas receitas anuais saltarem a R$ 3 bilhões, influenciadas principalmente pelo fornecimento da maior parte dos medicamentos que compõem o chamado “kit intubação”. Hoje, o faturamento já está em R$ 4 bilhões por ano…..

O mandato de venda da fatia dos Stevanatto estava com o Itaú BBA. No entanto, por conta do litígio entre os sócios, as negociações para a venda dessa participação esfriaram, de acordo com uma outra pessoa a par do assunto.

Inicialmente, os Stevanatto indicaram uma avaliação (“valuation”) de R$ 9 bilhões por 100% da farmacêutica — valor considerado muito alto pelos Pacheco e outros potenciais interessados.

Ogari Pacheco nega também que haja desavença entre as famílias. “A família Stevanatto quer vender a parte dela na sociedade e eu quero comprá-la. Estamos em negociação de forma amigável e respeitosa. O restante é boato de mercado”, afirmou…. saiba mais em Valor Econômico 26/09/2024