Representantes dos Estados Unidos seguem dizendo que a tarifa adicional de 10% aplicada por Donald Trump sobre o Brasil continua sendo a base do tarifaço de reciprocidade.

Isso seria o novo normal, na interpretação de conversas na plenária do Conselho Empresarial Brasil-Estados Unidos Unidos (Cebeu), ocorrida na sexta-feira em Washington.

O sentimento entre alguns participantes é de que em algum momento, quando dados da economia americana vierem ruins de novo, a administração Trump será mais pressionada a rever a tarifa, porque as empresas não estão satisfeitas com a situação atual.

Pelo que foi mencionado na plenária do Conselho Empresarial Brasil-EUA, decisões de investimentos vão atrasar, até essa onda maior de incertezas continuar. As empresas querem saber como vão realmente operar, em que bases, se haverá exclusão de produtos ou não do tarifaço trumpista.

No entanto, em Washington, aparentemente o Brasil, país deficitário no comércio com os EUA, não é prioridade para negociar rapidamente. O governo Trump está focado em fechar o que chama de alguns acordos chaves.

Depois do Reino Unido, justamente país deficitário com os EUA, mas tendo uma relação dita especial, talvez agora proximamente Washington conclua acordo com a India, e provavelmente em seguida com a Suíça…. saiba mais em Valor Econômico 10/05/2025