O setor de shopping centers vem passando por movimentos de troca de comando e de ações, resultando tanto em aumento de controle quanto no ingresso de sócios minoritários. Os dois últimos anos, em especial, têm sido de mudanças relevantes. Em 2023, foram realizadas 17 operações de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês). Em 2024, até setembro, outras dez, segundo levantamento da KPMG.

Os números refletem dois cenários diferentes. Este ano, 70% das transações foram realizadas por operadores, que são os administradores, e pelos proprietários de shoppings. No anterior, os fundos imobiliários responderam pela maior parte dos negócios, segundo Fernando Gambôa, sócio líder de consumo da KPMG no Brasil e na América do Sul. Por trás de ambos os movimentos, está a alta da Selic e seus efeitos no retorno dos investimentos. Juros elevados afetam a rentabilidade dos shoppings e, com isso, as ações passam a ser negociadas a níveis inferiores ao valor dos ativos.

As operações de M&A no setor ocorreram em dois segmentos: entre operadores e entre proprietários dos ativos. Em 2023, chamou a atenção a fusão entre duas das maiores operadoras do país, a Aliansce Sonae e a brMalls, leia mais em Valor Econômico 12/12/2024