Valuations em M&A: Como estruturas inovadoras e IA redefinem precificação em mercado volátil
Segundo a Financier Worldwide Magazine (novembro 2025), em painel com especialistas da KPMG—Jennifer Van Dalen, Joanne Lupton, Sander Mulder, Matthew Warren e Johannes Post—o mercado de M&A está migrando de valuations ancorados em múltiplos históricos para um modelo fundamentalista que integra estruturas criativas, análise de risco geopolítico, quantificação de intangíveis e ESG, com Inteligência Artificial IA e rigor metodológico transformando a precificação de arte nebulosa em ciência defensável.
Enquanto vendedores ainda sonham com preços da pandemia, compradores disciplinados reescrevem as regras do jogo com estruturas criativas e IA—transformando lacunas de valuations em oportunidades de negócio.
Taxas de juros altas e tensões geopolíticas não apenas comprimem valuations; elas forçam dealmakers a mergulhar fundo em resiliência operacional, ESG e fluxos de caixa reais, eliminando especulação do tabuleiro.
Intangíveis como dados proprietários e brand equity agora comandam prêmios defensáveis, enquanto IA e rigor metodológico transformam valuations de arte nebulosa em ciência transparente—desafiando até os stakeholders mais céticos.
Lacunas de Valuations Persistem, Mas Estruturas Criativas Ganham Espaço
Os hiatos de precificação entre compradores e vendedores continuam desafiadores, especialmente com vendedores ainda ancorados em múltiplos da era pandêmica, enquanto compradores adotam postura disciplinada diante de taxas de juros elevadas e capital mais escasso. Segundo Johannes Post, head global de valuations da KPMG, compradores bem capitalizados estão usando estruturas criativas e força de balanço para fechar negócios de qualidade. Matthew Warren, head de valuações do Reino Unido, observa que sinais de convergência emergem para ativos premium, com mecanismos como earn-outs, consideração diferida e fundos de continuidade facilitando acordos.
Estruturas Inovadoras Aceleram Dealmaking
Estruturas multi-etapas com tranches de preço, contingências de desempenho e instrumentos de capital alternativos (ações preferenciais, conversíveis) estão em ascensão. Jennifer Van Dalen, líder global de valuações da KPMG, destaca que essas abordagens reduzem risco para compradores enquanto permitem que vendedores realizem valor ao longo do tempo. Arranjos de compartilhamento de sinergias, joint ventures e financiamento do vendedor também ganham tração, oferecendo flexibilidade em ambiente complexo.
Taxas Altas e Geopolítica Redefinem Avaliações
Taxas de juros elevadas aumentam custos de capital, comprimindo valuations via taxas de desconto elevadas. Sander Mulder, líder de valuations da KPMG Holanda, enfatiza que tensões geopolíticas impactam cadeias de suprimentos e premissas de receita. Modelos refinados com simulações de Monte Carlo e períodos de previsão estendidos capturam melhor a incerteza. Compradores agora priorizam resiliência operacional, exposição geográfica e durabilidade de fluxos de caixa.
Intangíveis e ESG Influenciam Precificação
Ativos intangíveis—lealdade de clientes, dados proprietários, brand equity—justificam prêmios quando demonstram defensibilidade e durabilidade. Joanne Lupton, líder de valuations da KPMG Austrália, aponta que fatores ESG atuam como ajustes de risco e drivers de prêmio, com compradores integrando riscos de sustentabilidade em modelos financeiros. Empresas com credenciais ESG fortes atraem investidores institucionais, especialmente em setores como renováveis e infraestrutura.
IA e Rigor Elevam Defensibilidade
Inteligência artificial e modelagem de cenários refinam previsões e quantificam riscos, processando volumes massivos de dados para análise dinâmica. Contudo, validação humana permanece crítica. Stakeholders agora exigem múltiplas abordagens de valuations, stress testing rigoroso e transparência metodológica. Consistência entre modelos financeiros, fiscais e transacionais é expectativa, não exceção, em ambiente de escrutínio intensificado.
O Futuro: Valuation como Ciência, não Arte
A convergência de IA, rigor regulatório e escrutínio intensificado está elevando o padrão de defensibilidade. Valuations que não resistem a stress testing, análise de sensibilidade e validação independente simplesmente não fecham deals.
O mercado de M&A está migrando de um modelo baseado em confiança e precedente para um modelo baseado em dados, transparência e resiliência. Quem abraçar essa transformação—vendedores, compradores e conselheiros—estará posicionado para prosperar em 2025 e além… leia mais em financierworldwide – edição de novembro 2025 – 25/10/2025

