A venda da Ligga Telecom, controlada pelo empresário Nelson Tanure, atraiu ao menos quatro interessados – entre eles, Vivo, Brasil TecPar e Sky, apurou o Pipeline. O processo é tocado pelo Rothschild e entrou na fase de due diligence.

A venda da companhia faz parte do acordo fechado pelo empresário com BTG Pactual, Farallon, Prisma e Santander para estender o vencimento de uma dívida de R$ 1,2 bilhão por mais dois anos. O crédito foi tomado pela holding da Ligga Telecom e venceria no início de dezembro.

O empréstimo foi tomado pela Bordeaux Participações, veículo de investimento de Tanure, para a compra da Copel Telecom em 2020. A expectativa é obter um valor de cerca de R$ 2 bilhões, próximo ao que o controlador pagou pelo ativo, na época em torno de R$ 2,4 bilhões.

Como o valor das garantias dadas pelo empresário não cobria o valor do empréstimo, ele adicionou nessa cobertura ações da Alliança, empresa diagnósticos de saúde que também está em processo de venda. Os recursos do desinvestimentos na Ligga e na Alliança serão usados para pagar credores.

No nível operacional, a Ligga tinha R$ 1,27 bilhão em dívidas no terceiro trimestre e um caixa de R$ 407,8 milhões. A companhia chegou a tomar R$ 101,5 milhões em empréstimo com o Banco Master que, de acordo com a empresa, já foi liquidado em outubro.

A Ligga é o maior provedor de serviços de internet (ISP) do Paraná, com uma rede de fibra óptica de mais de 43 mil quilômetros, que atende clientes pessoas físicas e varejo, além de clientes corporativos.

De janeiro a setembro, a empresa receita operacional líquida de R$ 471,2 milhões e prejuízo de R$ 52,4 milhões. A agência de rating Moody’s projeta uma alavancagem financeira entre 4,2 e 4,5 vezes para a companhia, acima da média de outras ISPs.

Procurada, a Ligga não retornou ao pedido de entrevista até a publicação dessa reportagem. A SKY informou que não comenta rumores ou especulações de mercado… leia mais em Pipeline 16/12/2025