Vórtx quer entrar em ‘DTVM as a service’ e busca nova rodada em 2026
Completando dez anos, a Vórtx, que provê infraestrutura e tecnologia para o mercado financeiro, planeja ampliar os serviços oferecidos após a compra da Grafeno e entrar em DTVM e expandir em crédito, ambos ‘as a service’. Com um faturamento acima de R$ 500 milhões em 2025, o dobro frente a 2024, a fintech planeja uma nova rodada de investimento para o ano que vem.
Com R$ 1,7 trilhão de ativos na plataforma, a Vórtx é uma das líderes em agente fiduciário e escrituração para renda fixa, com um market share de 67%, somando R$ 879 bilhões em ativos sob custódia. A firma tem ainda R$ 62 bilhões em administração de fundos e R$ 701 bilhões em banco como serviço, área em que passou a atuar após a compra da Grafeno em maio.
O CEO Juliano Cornacchia vê espaço para crescimento do crédito como serviço – em que ele fornece estrutura para empresas que queiram atuar no segmento – com o consignado privado, financiado principalmente por Fidcs.
“Tem um grande volume de fundos voltados para esse mercado sendo estruturados”, diz o executivo, ele mesmo com R$ 17 bilhões em administração e custódia nessa categoria. “Somos uma empresa full back office, oferecendo toda a parte de infraestrutura para a indústria financeira.”
A Vórtx já tem licença de DTVM e pretende oferecer o serviço a partir de 2026 para outros agentes do mercado como gestoras e marketplaces que queiram distribuir ativos usando a empresa para custódia. A companhia também quer entrar em escrituração para renda variável e não descarta novos M&As, especialmente no segmento de infraestrutura e serviços para o mercado de crédito.
A fintech já realizou três rodadas de investimento, sendo a última uma série C realizada neste ano, que contou com a entrada dos fundos de private equity HIX Capital e Treecorp. A companhia já havia captado R$ 190 bilhões em uma rodada em 2021, que foi liderada pelo fundo americano FTV Capital... leia mais em Pipeline 05/11/2025

